Dados Técnicos Plummer Block FRM

  Os cálculos e tabelas apresentados nos dados técnicos deste catálogo Plummer Block FRM foram baseados nas normas ISO e JIS. As dimensões dos mancais bipartidos FRM estão em conformidade com a ISO 113, e os materiais especificados seguem as normas SAE.

  As tolerâncias estão de acordo com a DIN 7168, com exceção do assento rolamento (ajuste G7) e altura de centro (tolerância h11).

  Em caso de dúvidas, os Departamentos de Engenharia / Comercial da FRM estão à disposição para prestar os esclarecimentos necessários.


▷ Características do conjunto FRM



figura 74 - Elementos do conjunto

  O conjunto Plummer Block FRM é composto de um rolamento autocompensador de esferas ou de rolos que pode ser de furo cônico ou cilíndrico (paralelo); de um mancal fundido que varia em forma e tamanho; de elementos vedantes e / ou tampas.

  Possibilita quatro formas construtivas, que são relacionadas ao modo que o rolamento é alojado na caixa (bloqueado ou livre), e a posição de montagem do conjunto no eixo do equipamento (cego ou passante).

  Como padrão, os mancais Plummer Block FRM são fabricados em ferro fundido cinzento, exceto a linha STM que é fundida em ferro nodular.

  O alojamento do rolamento é usinado com tolerância G7. Este ajuste assegura a folga do anel externo e faz com que o rolamento fique livre axialmente, compensando pequenos erros de alinhamento e de posicionamento de montagem.

  Além da composição padrão, algumas séries dos mancais Plummer Block FRM possuem opcionais predefinidos de vedação, material de fabricação (tabela 62), quantidade de furos para fixação e tipo de base (maciça ou vazada), bastando acrescentar prefixos e/ou sufixos em suas nomenclaturas, conforme especificação de cada série.

  Para atender a requisitos de aplicações especiais, como outros ajustes de tolerância, vedações não especificadas, inclusão de acessórios, entre outros, consulte os Departamentos de Engenharia / Comercial da FRM.

 

Material Classificação Limite de resitência à tração (mPa) Alongamento percentual
Ferro fundido cinzento GG20 SAE J-431 207 -
Ferro fundido nodular GGG40 SAE J-434 414 18% min
Aço fundido SAE 1020 380 25% min
Aço fundido SAE 1045 520 18% min
Tabela 62 - Materiais de fabricação




  Os mancais Plummer Block FRM são fabricados em quatro formas construtivas (tabela 63), sendo: Bloqueado Passante (BP); Bloqueado Cego (BC); Livre Passante (LP); Livre Cego (LC).

  Nas formas bloqueadas (BP e BC), o deslocamento axial do rolamento é impedido, seja pelo uso de anéis de bloqueio ou pela forma como as tampas laterais são usinadas (ver “Métodos de bloqueio”). Os mancais bloqueados são geralmente montados no lado do acionamento motriz, para que não haja desalinhamento.

  Nas formas livres (LP e LC), o deslocamento axial do rolamento é permitido, seja pela ausência do uso de anéis de bloqueio ou pela forma como as tampas são usinadas (ver “Métodos de bloqueio”). Os mancais livres geralmente são montados no lado movido do eixo, de forma a compensar possíveis desalinhamentos ou dilatação térmica do eixo.

  Nas formas cegas (BC e LC) os mancais são montados nas pontas dos eixos e a extremidade do eixo é isolada, seja por tampa lateral inteiriça ou do tipo A, AL ou ATS (ver “Tampas Laterais Cegas”).

  As formas passantes (BP e LP) são aquelas nas quais o eixo passa pelo mancal entrando por um dos lados e saindo do outro.


Forma construtiva Figura ilustrativa
Descrição
Características Aplicação
BP
Bloqueado Passante
Limita o deslocamento axial do rolamento por meio de anéis de bloqueio ou de tampas laterais (ver tabela 64).
Possui vedações em ambos os lados do mancal.
Utilizada no lado em que ocorre o acionamento do equipamento (lado motor).
BC
Bloqueado Cego
Limita o deslocamento axial do rolamento por meio de anéis de bloqueio ou de tampas laterais (ver tabela 64).
Possui vedação em um lado do mancal e a extremidade do eixo é pretegida por meio de tampa lateral cega (ver tabela 65).
Utilizada quando o conjunto situa-se na ponta do eixo e no lado em que ocorre o acionamento do equipamento (lado motor).
LP
Livre Passante
Permite o deslocamento axial do conjunto eixo/rolamento.
Possui vedações em ambos os lados do mancal.
Utilizada no lado oposto ao acionamento do equipamento (lado movido).
LC
Livre Cego
Permite o deslocamento axial do conjunto eixo/rolamento.
Possui vedação em um lado do mancal e a extremidade do eixo é pretegida por meio de tampa lateral cega (ver tabela 65).
Utilizada quando o conjunto situa-se na ponta do eixo e no lado oposto ao acionamento do equipamento (lado movido).
tabela 63- Formas construtivas




  Em alguns tipos de mancais sem tampas laterais, o deslocamento axial do rolamento é impedido com o uso de anéis de bloqueio do tipo FRB ou ZW (tabela 64).

  Os anéis de bloqueio do tipo FRB, geralmente são fabricados em ferro fundido e montados um de cada lado do rolamento. Sua nomenclatura é dada como FRB L/D onde representa-se L (largura) e / D diâmetro externo do anel (em milímetros).




  Em mancais que não utilizam anéis de bloqueio, o bloqueio axial do rolamento é feito pelas tampas laterais (tabela 64), as quais são usinadas de forma a impedir que o rolamento se desloque.


Figura ilustrativa Detalhe figuraCaracterística
Designação
(Exemplo)
Linha

FRB
Anel de ferro fundido ou aço.
Possui corte em 90º que permite sua retirada sem que seja necessária a desmontagem do conjunto.
FRB largura/Ø externo
(FRB 5/290)
SNA
SNAL
SNLN
SAF
SNL
F(1)
HFR(1)

ZW
Anel de aço laminado fosfatado revestido com conservante.
Espessura fixa de 2mm.
ZW Ø interno/Ø externo
(ZW 65/72)
F(1)
HFR(1)

Tampa Lateral
Fundida em ferro cinzento.
Possui o colar prolongado que
bloqueia o rolamento.
Nome linha+tamanho+
sufixo CE (cega) ou C (passante)
(SB 28 CE)
SB
SONL
SOFN
SAI
STM
(1) - conforme o rolamento escolhido
tabela 64- Métodos de bloqueio
   




  Mancais instalados em finais de eixos necessitam de tampas laterais cegas (tabela 65). Nestes casos, os mancais fornecidos são fechados por meio de uma tampa lateral inteiriça ou por tampas tipo A / AL ou ATS inseridas no canal de vedação do mancal.


Figura ilustrativa Detalhe figura Característica
Designação
(Exemplo)
Linha

AL | A
Chapa metálica tratada contra corrosão e com borracha nitrílica nas bordas.
Montada no canal de vedação da caixa.
AL ou A + tamanho caixa
(AL 511)

SNA

SNAL

SNLN(1)


ATS

Labirinto cego de ferro fundido cinzento ou aço.

Montada no canal de vedação da caixa.
ATS + tamanho caixa

(ATS 513)

SAF

SNL

SNLN(1)


Tampa Lateral

Fundida em ferro cinzento.

Tampa cega.
Nome linha+tamanho+sufixo CE

(F 511 CE)

SB

SAI

STM

F

HFR

(1) - conforme o tamanho da caixa escolhido
tabela 66 - Tipos de tampas laterais cegas
 



  A tampa lateral tipo A / AL consiste em uma chapa de aço com borracha nitrílica em sua borda. Esta é a tampa utilizada nos mancais das linhas SNA, SNAL e SNLN. Deve ser inserida na canaleta da boca do mancal de modo a impedir a entrada de contaminantes. A chapa metálica possui proteção contra corrosão.

   

figura 71 - Tampa A / AL




  A tampa lateral tipo ATS consiste em um labirinto cego de ferro fundido ou aço. Esta é a tampa utilizada nos mancais das linhas SAF, SNL e SNLN (conforme tamanho da caixa). Deve ser inserida na canaleta da boca do mancal ou da tampa lateral, assim como seria feito com o anel tipo labirinto, de modo a impedir a entrada de contaminantes.

   

figura 72 - Tampa ATS





  As vedações impedem ou dificultam a entrada de contaminantes no interior dos mancais.

  As linhas SNAL, SNLN, SBP, SBM, SAF, SNL, SAI, STM, F e HFR, além da vedação padrão, oferecem vedações opcionais para atender diferentes aplicações.

  Para a escolha da vedação adequada é necessário conhecer as condições de operação, tais como: temperatura, tipo de lubrificante, contaminação do ambiente, desalinhamento do eixo e velocidade tangencial periférica.

  As vedações são classificadas em: com contato, sem contato, combinadas e especiais (tabela 67). Os sistemas especiais de vedação para aplicações específicas, como por exemplo as vedações tipo Taconite, são desenvolvidos e fornecidos pela FRM mediante solicitação. Consulte os Departamentos de Engenharia / Comercial da FRM para mais informações sobre estas vedações.


Tipo de vedação Caracteristícas Vedação Temperatura de operação
com contato Os elementos vedantes têm contato com o eixo, ver tabela 67. FS
TG(1)
TA
TC
R
ZF
-40°C até 100°C
100ºC até 180ºC(1)
sem contatoOs elementos vedantes não têm contato com o eixo, ver tabela 68. TS(2)
TF(2)
TFS(2)
-40°C até 100°C
100ºC até 180ºC(2)
combinadasCombinação de 2 ou mais tipos de vedações de contato e/ou sem contato, ver tabela 68. TFR
TFRR
TFZ
TFZZ
TSO(3)
-40°C até 100°C
(3)>100ºC
(1) - mediante solicitação - vedação TG em viton ou silicone;
(2) - mediante solicitação - anél O’ring em viton ou silicone;
tabela 67 - Classificação das vedações
 



  A tangencial periférica acima do limite de tolerância para cada tipo de vedação pode gerar atrito excessivo, o que causa aumento da temperatura de operação bem como o desgaste do eixo. Por isso, consulte a velocidade tangencial periférica máxima para cada tipo de vedação antes de aplica-lá.

  Para velocidades tangenciais periféricas altas, recomenda-se o uso de vedações sem contato.

  A velocidade tangencial periférica pode ser calculada pela fórmula:

 
Onde:
V Velocidade periférica, m/s
D Diâmetro do eixo, m
N Rotações por segundo, rpm/60



  Esta vedação consiste em uma tira de feltro montada diretamente na boca do mancal. É recomendada para ambientes com baixa contaminação.

  Antes de sua montagem, as tiras de feltro devem ser mergulhadas em óleo pré-aquecido à temperatura entre 80°C a 85°C por cerca de 2 minutos, até que estejam impregnadas pelo óleo.

  A vedação por tiras de feltro FS é o padrão utilizado para as linhas SNA e SNLN e pode ser uma opção para as linhas F e HFR.

 

Aplicação indicada:

Lubrificação: graxa

Velocidade periférica: até 4m/s

Desalinhamento angular: 0,5°

Temperatura: -40°C até 100°C

figura 73 - vedação FS



  Esta vedação consiste em um anel de borracha nitrílica em formato “Z”. É um tipo de vedação simples, eficiente, e devido ao seu design, evita o desgaste do eixo.

  Sua principal característica é facilitar a saída do excesso de graxa da caixa, evitando, assim, a entrada de contaminantes.

  A vedação ZF é uma das opções disponíveis para as linhas F e HFR.

   

Aplicação indicada:

Lubrificação: graxa

Velocidade periférica: até 8m/s

Desalinhamento angular: 0,5°

Temperatura: -40°C até 100°C

figura 78 - Vedação ZF



  Esta vedação consiste em dois anéis de borracha nitrílica em formato “Z”. É um tipo de vedação simples, eficiente, e devido ao seu design, evita o desgaste do eixo.

  Sua principal característica é facilitar a saída do excesso de graxa da caixa, evitando, assim, a entrada de contaminantes.

  A vedação ZFZF é o padrão utilizada para a série SNL500.

   

Aplicação indicada:

Lubrificação: graxa

Velocidade periférica: até 8m/s

Desalinhamento angular: 0,5°

Temperatura: -40°C até 100°C

figura 79 - Vedação ZFZF



  O retentor R é um tipo de vedação de contato fabricado em borracha nitrílica inteiriça com mola.

  Para evitar a entrada de contaminantes, deve ser montado com o lábio voltado para a parte externa do mancal.

  Caso haja a necessidade de evitar a saída da graxa, o retentor pode ser montado invertido, usando-se a válvula de alívio de pressão de graxa.

  A vedação R é o padrão utilizado para as linhas F e HFR e em combinação com labirintos axiais tipo TF, nas caixas em que esta é a vedação padrão.

   

Aplicação indicada:

Lubrificação: graxa

Velocidade periférica: até 8m/s

Desalinhamento angular: 0,5°

Temperatura: -40°C até 100°C

figura 80 - Vedação R



  Esta vedação consiste em uma tira de feltro inserida em um suporte de alumínio que utiliza anel O’ring em seu diâmetro externo. Este suporte de alumínio é montado na canaleta da boca do mancal.

  Antes de sua montagem, as tiras de feltro devem ser mergulhadas em óleo pré-aquecido à temperatura entre 80°C a 85°C por cerca de 2 minutos, até que estejam impregnadas pelo óleo.

  A vedação TC é uma das opções disponíveis para a linha SNAL.

 

Aplicação indicada:

Lubrificação: graxa

Velocidade periférica: até 4m/s

Desalinhamento angular: 0,5°

Temperatura: -40°C até 100°C

figura 81 - Vedação TC



  Esta vedação consiste em uma gaxeta de lábio duplo fabricada em borracha nitrílica. A gaxeta é montada na canaleta da boca do mancal.

  Durante a montagem, deve-se preencher com graxa o espaço entre os dois lábios de vedação. Como é fornecida em duas metades de um anel, a montagem e a manutenção da vedação TG são particularmente fáceis.

  Para aplicações em altas temperaturas, de 100°C até 180°C, as vedações TG podem ser fornecidas em Viton ou Silicone.

  A vedação TG é uma das opções disponíveis para a linha SNAL.

 

Aplicação indicada:

Lubrificação: graxa

Velocidade periférica: até 8m/s

Desalinhamento angular: 0,5°

Temperatura: -40°C até 100°C

figura 82 - Vedação TG



  Esta vedação consiste em um anel V e uma arruela de aço tratada contra oxidação, com borracha nitrílica nas bordas. Esta arruela de aço é montada na canaleta da boca do mancal e o anel V se acomoda sobre o eixo, devendo ser encostado contra a arruela de aço.

  A principal característica do anel V é não possuir atrito com o eixo, assim, evita-se o desgaste do eixo.

  A vedação TA é uma das opções disponíveis para a linha SNAL.

 

Aplicação indicada:

Lubrificação: graxa e óleo *

Velocidade periférica: até 7m/s

Desalinhamento angular: 0,5°

Temperatura: -40°C até 100°C

figura 83 - Vedação TA
*Em caso de lubrificação a óleo deverá ser montado um anel V adicional do lado interno do anel V padrão, nos dois lados da caixa.



  Esta vedação consiste em um anel usinado de forma que quando montado sobre a canaleta do mancal forme-se um labirinto arranjado radialmente.

  Quando se utiliza esta vedação, o assento do labirinto é fornecido com um bico graxeiro. O espaço entre o anel usinado e a boca do mancal deve ser preenchido com graxa.

  O anel de labirinto possui ajuste folgado no eixo, mas um anel O’ring inserido entre o anel e o eixo assegura seu giro e, ainda assim, permite pequenos deslocamentos axiais causados pela dilatação térmica.

  Como não há contato entre as partes vedantes, este tipo de vedação é indicado para operações que requerem altas velocidades periféricas e/ou altas temperaturas. Para aplicações em altas temperaturas, entre 100°C a 180°C, as vedações TS podem ser fornecidas com o anel O`ring em Viton ou Silicone.

  A vedação TS é o padrão utilizado para as linhas SAF e SNL (exceto SNL500) e pode ser uma opção para as linhas SNAL e SNLN.

 

Aplicação indicada:

Lubrificação: graxa e óleo

Velocidade periférica: próprio para altas rotações

Desalinhamento angular: 0,25°

Temperatura: -40°C até 100°C

figura 84 - Vedação TS



  Esta vedação consiste em um labirinto axial. O anel de labirinto é usinado de forma que quando montado contra a canaleta da tampa lateral forme-se um labirinto arranjado axialmente.

  Quando se utiliza esta vedação, o assento do labirinto é fornecido com um bico graxeiro. O espaço entre o anel usinado e a tampa lateral deve ser preenchido com graxa.

  O anel de labirinto possui ajuste folgado no eixo, mas um anel O’ring inserido entre o anel e o eixo assegura seu giro e, ainda assim, permite pequenos deslocamentos axiais causados pela dilatação térmica. Como não há contato entre as partes vedantes, este tipo de vedação é indicado para operações que requerem altas velocidades periféricas e/ou altas temperaturas. Para aplicações em altas temperaturas, entre 100°C a 180°C, as vedações TF podem ser fornecidas com o anel O`ring em Viton ou Silicone.

  A vedação TF é o padrão utilizado para as linhas SBPC, SBP, SBM, SAI e STM.

 

Aplicação indicada:

Lubrificação: graxa

Velocidade periférica: próprio para altas rotações

Desalinhamento angular: 0,25°

Temperatura: -40°C até 100°C

figura 85 - Vedação TF



  Esta vedação consiste na combinação entre um labirinto axial (TF) e um labirinto radial (TS). Os anéis de labirinto são usinados de forma que quando montados formam-se dois labirintos, um arranjado axialmente e outro radialmente.

  Quando se utiliza esta vedação, o assento do labirinto é fornecido com um bico graxeiro. O espaço entre os anéis usinados deve ser preenchido com graxa.

  Os anéis possuem ajuste folgado no eixo, mas um o`ring inserido entre eles assegura seu giro e, ainda assim, permite pequenos deslocamentos axiais causados pela dilatação térmica.

  Como não há contato entre as partes vedantes, este tipo de vedação é indicado para operações que requerem altas velocidades periféricas e/ou altas temperaturas. Para aplicações em altas temperaturas entre 100ºC e 180ºC, as vedações devem ser fornecidas com anéis o`ring em viton ou silicone.

  Recomendada para aplicações com contaminação entre média e alta.

  A vedação TFS é uma opção para as linhas SBP, SBM, SAF, SNL, SAI e STM.

 

Aplicação indicada:

Lubrificação: graxa e óleo

Velocidade periférica: próprio para altas rotações

Desalinhamento angular: 0,25°

Temperatura: -40°C até 100°C

figura 86 - Vedação TFS



  Esta vedação consiste na combinação entre labirinto axial e retentor R.

  Quando se utiliza esta vedação, o assento do labirinto é fornecido com um bico graxeiro. O espaço entre o anel usinado e a tampa lateral deve ser preenchido com graxa, bem como o espaço entre o labirinto e o retentor.

  O anel de labirinto é usinado de forma que quando montado sobre a canaleta da tampa lateral forme-se um labirinto arranjado axialmente, e o retentor é montado na tampa lateral de forma a ficar em contato com o eixo.

  É recomendada para aplicações com contaminação entre média e alta.

  A vedação TFR é uma das opções disponíveis para as linhas SBP, SBM, SAI e STM.

   

Aplicação indicada:

Lubrificação: graxa

Velocidade periférica: até 8m/s.

Desalinhamento angular: 0,25°

Temperatura: -40°C até 100°C

figura 87 - Vedação TFR



  Esta vedação consiste na combinação entre labirinto axial e dois retentores R.

  Quando se utiliza esta vedação, o assento do labirinto é fornecido com um bico graxeiro. O espaço entre o anel usinado e a tampa lateral deve ser preenchido com graxa, bem como o espaço entre o labirinto e os retentores.

  O anel de labirinto é usinado de forma que quando montado sobre a canaleta da tampa lateral forme-se um labirinto arranjado axialmente, e os retentores são montados na tampa lateral de forma a ficar em contato com o eixo.

  É recomendada para aplicações com contaminação entre alta e severa.

  A vedação TFRR é uma das opções disponíveis para as linhas SBPC, SBP, SBM, SAI e STM.

   

Aplicação indicada:

Lubrificação: graxa

Velocidade periférica: até 8m/s.

Desalinhamento angular: 0,25°

Temperatura: -40°C até 100°C

figura 88 - Vedação TFRR



  Esta vedação consiste na combinação entre labirinto axial e anel tipo Z.

  Quando se utiliza esta vedação, o assento do labirinto é fornecido com um bico graxeiro. O espaço entre o anel usinado e a tampa lateral deve ser preenchido com graxa, bem como o espaço entre o labirinto e o anel tipo Z.

  O anel de labirinto é usinado de forma que quando montado sobre a canaleta da tampa lateral forme-se um labirinto arranjado axialmente, e o anel tipo Z é montado na tampa lateral de forma a ficar em contato com o eixo.

  É recomendada para aplicações com contaminação entre média e alta.

  A vedação TFZ é uma opção para as linhas SBPC, SBP, SBM, SAI e STM.

   

Aplicação indicada:

Lubrificação: graxa

Velocidade periférica: até 8m/s.

Desalinhamento angular: 0,25°

Temperatura: -40°C até 100°C

figura 89 - Vedação TFZ



  Esta vedação consiste na combinação entre labirinto axial e dois anéis tipo Z.

  Quando se utiliza esta vedação, o assento do labirinto é fornecido com um bico graxeiro. O espaço entre o anel usinado e a tampa lateral deve ser preenchido com graxa, bem como o espaço entre o labirinto e os anéis tipo Z.

  O anel de labirinto é usinado de forma que quando montado sobre a canaleta da tampa lateral forme-se um labirinto arranjado axialmente e os anéis tipo Z são montados na tampa lateral de forma a ficar em contato com o eixo.

  É recomendada para aplicações com contaminação entre alta e severa.

  A vedação TFZZ pode ser uma opção para as linhas SBPC, SBP, SBM, SAI e STM.

   

Aplicação indicada:

Lubrificação: graxa

Velocidade periférica: até 8m/s.

Desalinhamento angular: 0,25°

Temperatura: -40°C até 100°C

figura 89 - Vedação TFZZ



  É uma vedação a óleo que utiliza a ação da força centrífuga do giro do eixo para impedir a saída de óleo.

  O defletor TSO é o padrão utilizado para as linhas SOFN e SONL.

 

Aplicação indicada:

Lubrificação: graxa e óleo

Veloc. periférica: próprio para altas rotações

Desalinhamento angular: 0,25°

Temperatura: próprio para altas temperaturas

figura 91 - Vedação TSO



  Em ambientes muito contaminados, ou ainda onde há contaminação por partículas muito finas, recomenda-se o uso de vedações do tipo TACONITE.

  Estas vedações podem ser inteiriças ou bipartidas e compostas de dois ou mais elementos vedantes, como labirintos, retentores ou gaxetas.

  A FRM desenvolve e fornece vedações tipo TACONITE ou sistemas especiais para aplicações específicas, mediante solicitação.

  Consulte os Departamentos de Engenharia / Comercial da FRM para mais informações.




Vedação
Figura ilustrativa
Linha
Padrão
Linha
Opcional
Descrição Observação
Tipo de lubrificante Contaminação
do ambiente
Temperatura
de operação
Desali-
nhamento
do eixo
(graus)
Veloci-
dade
periférica
do eixo
FS
 
SNA
SNLN
F
HFR
Tira de feltro montada diretamente na boca do mancal. Antes de sua montagem, as tiras de feltro devem ser mergulhadas em óleo pré-aquecido à temperatura entre 80°C a 85°C por cerca de 2 minutos, até que estejam impregnadas pelo óleo.
Graxa Baixa -40°C até 100°C 0,5º até 4m/s
ZF
 
- F
HFR
Anel de borracha nitrílica em formato Z. Seu formato evita o desgaste do eixo e facilita a saída do excesso de graxa, evitando a entrada de contaminantes.
Graxa Baixa
Média
-40°C até 100°C 0,5º até 8m/s
ZFZF

 

SNL500 - Dois anéis de borracha nitrílica em formato Z.
Graxa Baixa
Média
-40°C até 100°C 0,5º até 8m/s
R

 

F
HFR
- Retentor de borracha nitrílica com mola. Pode ser montado de 2 formas: com o lábio voltado para a parte externa da caixa, evitando a entrada de contami-nantes; ou com o lábio voltado para a parte interna da caixa, evitando a saída de graxa, usando a válvula de alívio de pressão de graxa.
Graxa Baixa
Media
-40°C até 100°C 0,5º até 8m/s
TC

 

- SNAL Tira de feltro inserida em um suporte bipartido de alumínio com anel O’ring em seu diâmetro externo, montado na canaleta da boca do mancal. Antes de sua montagem, as tiras de feltro devem ser mergulhadas em óleo pré-aquecido à temperatura entre 80°C a 85°C por cerca de 2 minutos, até que estejam impregnadas pelo óleo.
Graxa Baixa -40°C até 100°C 0,5º até 4m/s
TG

 

SNAL - Anel bipartido de lábio duplo de borracha nitrílica, montado na canaleta da boca do mancal. Durante a montagem, o espaço entre os dois lábios de vedação deve ser preenchido com graxa.
(1) Para aplicações em temperaturas de 100°C até 180°C as vedações TG podem ser fornecidas em viton ou silicone, mediante solicitação.
Graxa Baixa
Média
-40°C até 100°C
100°C até 180°C(1)
0,5º até 8m/s
TA

 

- SNAL Arruela de aço tratada contra oxidação e com borracha nitrílica vulcanizada nas bordas, montada na canaleta da boca do mancal com um anel V’ring encostado contra a arruela e acomodado no eixo. Evita-se o desgaste do eixo uma vez que o anel V’ring não possui atrito com o eixo.
(2) Em caso de lubrificação a óleo um anel V’ring deverá ser montado no lado interno do anel zincado, nos dois lados da caixa.
Graxa
Óleo(2)
Baixa
Média
-40°C até 100°C 0,5º até 7m/s
tabela 68 - Comparativo de tipos de vedações com contato


Vedação
Figura ilustrativa
Linha
Padrão
Linha
Opcional
Descrição Observação
Tipo de lubrificante Contaminação
do ambiente
Temperatura
de operação
Desali-
nhamento
do eixo
(graus)
Veloci-
dade
periférica
do eixo
TS
 
SNL30
SNL31
SAF
SNAL
SNLN
Anel em ferro fundido(4), usinado com 1 ou 2 canais que quando montado no alojamento forma um labirinto arranjado radialmente.
(3) Em caso de lubrificação a óleo dutos nos canais da boca do mancal devem ser solicitados para o retorno do óleo.
(4) Pode ser fornecido bipartido mediante solicitação.
Possui bico graxeiro para injeção de graxa entre os elementos vedantes afim de garantir a saída de contaminantes.
O espaço entre os elementos vedantes e a boca do mancal deve ser preenchido com graxa.
O anel de labirinto possui ajuste folgado no eixo, mas um anel O’ring inserido entre o labirinto e o eixo assegura seu giro e ainda permite pequenos deslocamentos axiais causados pela dilatação térmica.
(5) Para aplicações em temperaturas de 100°C até 180°C os anéis O´ring podem ser fornecidos em viton ou silicone, mediante solicitação.
Graxa
Óleo(3)
Baixa Média -40°C até 100°C
100°C até 180°C(5)
0,25º n.a.
TF
 
SBP
SBM
SAI
STM
- Anel em ferro fundido, usinado em formato de F que quando montado no alojamento forma um labirinto arranjado axialmente.
Graxa Baixa
Média
-40°C até 100°C
100°C até 180°C(5)
0,25º n.a.
TFS
 
SBP
SBM
SAF
SNL30
SNL31
SAI
STM
- Combinação entre um labirinto axial (TF) e um labirinto radial (TS). Os anéis de labirinto são usinados de forma que quando montados formam-se dois labirintos, um arranjado axialmente e outro radialmente.
Graxa
Óleo
Média
Alta
-40°C até 100°C
100°C até 180°C(5)
0,25º n.a.
tabela 69 - Comparativo de tipos de vedações sem contato


Vedação
Figura ilustrativa
Linha
Padrão
Linha
Opcional
Descrição Observação
Tipo de lubrificante Contaminação
do ambiente
Temperatura
de operação
Desali-
nhamento
do eixo
(graus)
Veloci-
dade
periférica
do eixo
TFR
 
SBP
SBM
SAI
STM
- Anel em ferro fundido, usinado em formato de F que quando montado no alojamento forma um labirinto arranjado axialmente, combinado com um retentor inteiriço de borracha nitrílica com mola. Possui bico graxeiro para injeção de graxa entre os elementos vedantes.
O espaço entre os elementos vedantes e a boca do mancal deve ser preenchido com graxa.
O anel de labirinto possui ajuste folgado no eixo, mas um anel O’ring inserido entre o labirinto e o eixo assegura seu giro e ainda permite pequenos deslocamentos axiais causados pela dilatação térmica.
(1) Para aplicações em temperaturas de 100°C até 180°C os anéis O´ring podem ser fornecidos em viton ou silicone, mediante solicitação.
Graxa Média
Alta
-40°C até 100°C 0,25º até 8m/s
TFRR
 
- SBP
SBM
SAI
STM
Anel em ferro fundido, usinado em formato de F que quando montado no alojamento forma um labirinto arranjado axialmente, combinado com dois retentores inteiriços de borracha nitrílica com mola.
Graxa Alta
Severa
-40°C até 100°C 0,25º até 8m/s
TFZ
 
- SBP
SBM
SAI
STM
Anel em ferro fundido, usinado em formato de F que quando montado no alojamento forma um labirinto arranjado axialmente, combinado com um anel de borracha nitrílica em formato Z.
Graxa Média
Alta
-40°C até 100°C 0,25º até 8m/s
TFZZ
 
- SBP
SBM
SAI
STM
Anel em ferro fundido, usinado em formato de F que quando montado no alojamento forma um labirinto arranjado axialmente, combinado com dois anéis de borracha nitrílica em formato Z.
Graxa Alta
Severa
-40°C até 100°C 0,25º até 8m/s
TSO
 
SOFN
SONL
- Combinação de um labirinto axial, um defletor e um anel pescador, que lubrifica a parte alta do mancal através do arraste de óleo durante o funcionamento. Utiliza a ação da força centrífuga do giro do eixo para impedir a saída de óleo.
Sua forma construtiva admite um grande deslocamento axial sem comprometer a eficiência da vedação.
Graxa
Óleo
Média >100°C 0,25º n.a.
tabela 70 - Comparativo de tipos de vedações combinadas


▷ Montagem dos rolamentos autocompensadores FRM


   A montagem dos rolamentos de furos cilíndricos pode ser feita por métodos mecânicos, hidráulicos ou térmicos. Em todos os casos é importante que os elementos do rolamento não sofram golpes diretos e que a força de montagem não seja aplicada através dos elementos rolantes.


  Se o ajuste do rolamento for pouco interferente, o rolamento pode ser montado pela aplicação de força, até que este se assente sobre o local desejado. A força deve ser aplicada ao redor do anel interferente de maneira uniforme, para evitar que fique inclinado ou torto.




  Quando o ajuste entre o eixo e o rolamento ou entre o rolamento e a caixa for levemente interferente, pode ser necessário o auxílio de uma prensa, ou outro aparelho hidráulico para aplicar a força necessária na montagem. A força aplicada pela prensa deve ser direcionada ao anel interferente uniformemente até que o rolamento se assente sobre o local desejado.




  Em montagens com ajustes interferentes recomenda-se que o anel interno do rolamento seja aquecido para que a dilatação térmica facilite a montagem. O rolamento nunca deve ser aquecido a uma temperatura superior a 80ºC para não danificar seus componentes. O rolamento pode ser aquecido com o auxílio de um indutor térmico ou mergulhado em banho de óleo pré-aquecido.

  Para situações em que a inferência ocorre na caixa, o rolamento poderá ser resfriado. Todavia, nunca deverá ser submergido em água gelada.




  Os rolamentos autocompensadores de esferas ou de rolos de furos cônicos são montados sobre o assento cônico no eixo ou com bucha de montagem sobre o eixo cilíndrico. Para ambos os casos, a correta fixação acontece por meio do deslocamento axial do anel interno do rolamento sobre o assento cônico.

  Uma das formas de verificar a correta fixação dos rolamentos autocompensadores de furos cônicos é pela redução da folga radial interna, utilizando um calibrador de lâminas.


  Ao montar um rolamento autocompensador de esferas de furo cônico atinge-se a redução de folga por meio do ângulo de aperto da porca ou pelo deslocamento axial do rolamento sobre a bucha, conforme tabela 70.

  Ao montar um rolamento autocompensador de rolos de furo cônico atinge-se a redução de folga por meio da medição da folga interna entre os elementos rolantes e a pista de rolagem.

  Para realizar a montagem de um rolamento autocompensador de rolos de furo cônico, primeiro deve-se medir a folga inicial entre os elementos rolantes e a pista de rolagem com o uso de um calibre de folga. Então, realiza-se o aperto da bucha. Por fim, mede-se novamente a folga residual, conforme tabela 71.


Ø nominal
interno
do eixo
Ângulo de
aperto
Rolamentos
Deslocamento axial
Folga residual média após a montagem
graus 12 K 13 K 22 K 23 K normal C3
20 70º 0,22 0,23 0,010 0,020
25 70º 0,22 0,23 0,22 0,23 0,010 0,020
30 70º 0,22 0,23 0,22 0,23 0,010 0,020
35 70º 0,30 0,30 0,30 0,30 0,010 0,020
40 70º 0,30 0,30 0,30 0,30 0,010 0,020
45 70º 0,31 0,34 0,31 0,33 0,010 0,025
50 70º 0,31 0,34 0,31 0,33 0,015 0,025
55 90º 0,40 0,41 0,39 0,40 0,015 0,030
60 90º 0,40 0,41 0,39 0,40 0,015 0,030
65 90º 0,40 0,41 0,39 0,40 0,015 0,030
75 120º 0,45 0,47 0,43 0,46 0,020 0,040
80 120º 0,45 0,47 0,43 0,46 0,020 0,040
85 120º 0,58 0,60 0,54 0,59 0,020 0,040
90 120º 0,58 0,60 0,54 0,59 0,020 0,040
95 120º 0,58 0,60 0,54 0,59 0,020 0,040
100 120º 0,58 0,60 0,54 0,59 0,020 0,040
105 120º 0,67 0,66 0,025 0,055
110 120º 0,67 0,70 0,66 0,69 0,025 0,055
120 160º 0,67 0,025 0,055
tabela 70 - Ângulo de aperto e redução de folgas residuais para rolamentos autocompensadores de esferas de furos cônicos

unidade: mm


Ø
nominal
do furo
Folga interna radial antes da montagem Redução
da folga
interna
radial do
rolamento
Deslocamento axial Folga mínima
residual admissível
depois da montagem(2)
Normal C3 C4 Conicidade 1:12(1)
Bucha
Conicidade 1:30(1)
Bucha
de até mín máx mín máx mín máx mín máx mín máx mín máx Normal C3 C4
30 40 0,035 0,050 0,050 0,065 0,065 0,085 0,020 0,025 0,350 0,400   0,015 0,025 0,040
40 50 0,045 0,060 0,060 0,080 0,080 0,100 0,025 0,030 0,400 0,450   0,020 0,030 0,050
50 65 0,055 0,075 0,075 0,095 0,950 0,120 0,030 0,040 0,450 0,600   0,025 0,035 0,055
65 80 0,070 0,095 0,095 0,120 0,120 0,150 0,040 0,050 0,600 0,750   0,025 0,040 0,070
80 100 0,080 0,110 0,110 0,140 0,140 0,180 0,045 0,060 0,700 0,900 1,750 2,250 0,035 0,050 0,080
100 120 0,100 0,135 0,135 0,170 0,170 0,220 0,050 0,070 0,750 1,100 0,900 2,750 0,050 0,065 0,100
120 140 0,120 0,160 0,160 0,200 0,200 0,260 0,065 0,090 1,100 1,400 2,750 3,500 0,055 0,080 0,110
140 160 0,130 0,180 0,180 0,230 0,230 0,300 0,075 0,100 1,200 1,600 3,000 4,000 0,055 0,090 0,130
160 180 0,140 0,200 0,200 0,260 0,260 0,340 0,080 0,110 1,300 1,700 3,250 4,250 0,060 0,100 0,150
180 200 0,160 0,220 0,220 0,290 0,290 0,370 0,900 0,130 1,400 2,000 3,500 5,000 0,070 0,100 0,160
200 225 0,180 0,250 0,250 0,320 0,320 0,410 0,100 0,140 1,600 2,200 4,000 5,500 0,080 0,120 0,180
225 250 0,200 0,270 0,270 0,350 0,350 0,450 0,110 0,150 1,700 2,400 4,250 6,000 0,090 0,130 0,200
250 280 0,220 0,300 0,300 0,390 0,390 0,490 0,120 0,170 1,900 2,700 4,750 6,750 1,000 0,140 0,220
280 315 0,240 0,330 0,330 0,430 0,430 0,540 0,130 0,190 2,000 3,000 5,000 7,500 1,100 0,150 0,240
315 355 0,270 0,360 0,360 0,470 0,470 0,590 0,150 0,210 2,400 3,300 6,000 8,250 1,200 0,170 0,260
355 400 0,300 0,400 0,400 0,520 0,520 0,650 0,170 0,230 2,600 3,600 6,500 9,000 1,300 0,190 0,290
400 450 0,330 0,440 0,440 0,570 0,570 0,720 0,200 0,260 3,100 4,000 7,750 10,000 1,300 0,200 0,310
450 500 0,370 0,490 0,490 0,630 0,630 0,790 0,210 0,280 3,300 4,400 8,250 11,00 1,600 0,230 0,350
500 560 0,410 0,540 0,540 0,680 0,680 0,870 0,240 0,320 3,700 5,000 9,250 12,500 1,700 0,250 0,360
560 630 0,460 0,600 0,600 0,760 0,760 0,980 0,260 0,350 4,000 5,400 10,000 13,500 2,000 0,290 0,410
630 710 0,510 0,670 0,670 0,850 0,850 1,090 0,300 0,400 4,600 6,200 11,000 15,500 2,100 0,310 0,450
710 800 0,570 0,750 0,750 0,960 0,960 1,220 0,340 0,450 5,300 7,000 13,300 17,500 2,300 0,350 0,510
800 900 0,640 0,840 0,840 1,070 1,070 1,370 0,370 0,500 5,700 7,800 14,300 19,500 2,700 0,390 0,570
900 1000 0,710 0,930 0,930 1,190 1,190 1,520 0,410 0,550 6,300 8,500 15,800 21,000 3,000 0,430 0,640
1000 1120 0,770 1,030 1,030 1,300 1,300 1,670 0,450 0,600 6,800 9,000 17,000 23,000 3,200 0,480 0,700
1120 1250 0,830 1,120 1,120 1,420 1,420 1,830 0,490 0,650 7,400 9,800 18,500 25,000 3,400 0,540 0,770
Válido somente para eixos maciços de aço em aplicações gerais.
(1) Valores devem ser utilizados apenas como referência, pois o deslocamento axial difere ligeiramente entre as séries dos rolamentos.
(2) A folga residual não deve ser menor que os valores mínimos informados acima.
tabela 71 - Redução de folgas para rolamentos autocompensadores de rolos de furos cônicos unidade: mm


▷ Lubrificação

  Os mancais Plummer Block FRM podem ser lubrificados a graxa ou óleo mineral dependendo da linha. O lubrificante adequado deverá ser definido de acordo com as condições de trabalho, exigências e situações específicas conforme tabela 72.


Lubrificante Vantagens Desvantagens Padrão
(linha)
Opcional(1)
(linha)
Graxa Pouco risco de vazamento.
Uso em vedações simples.
Tem efeito vedante.
Fácil transporte, manuseio, estoque e aplicação.
Não necessita de controle de nível.
Abrange rotações baixas em relação ao óleo.
Para efetuar a troca é necessário abrir a caixa e retirar o rolamento.
SNA
SNAL
SNLN
SNL
SB
SAI
STM
F
HFR
SAF
Óleo Refrigera o sistema.
Abrange rotações altas em relação à graxa.
Troca simples através de drenos.
Métodos de lubrificação variados.
Maior risco de vazamento em relação à graxa.
Uso em vedações complexas.
É necessário controlar o nível.
Maior dificuldade de transporte, estoque, manuseio e aplicação.
SAF
SONL
SOFN
SNAL
SNLN
SNL
(1) - Mediante solicitação especial
tabela 72 - Lubrificantes x linhas



  Quando a lubrificação a graxa é utilizada, indica-se o preenchimento total do rolamento, e de 20% a 40% dos espaços vazios dentro da caixa.

  Em rolamentos com canal de lubrificação no centro do anel externo recomenda-se o preenchimento de 20% do volume livre da caixa.

  Em rolamentos nos quais a lubrificação é realizada pelas laterais recomenda-se o preenchimento de 40% do volume livre da caixa.

  Para que a condição de funcionamento dos rolamentos seja mantida, o volume e a qualidade da graxa devem ser garantidos, então, periodicamente, a graxa deve ser reposta e, eventualmente, sua substituição deve ser total.

  Para definir a quantidade de graxa para relubrificação de um rolamento autocompensador de rolos com canal de lubrificação central no anel externo deve-se utilizar a fórmula:


  G = 0,002 . D . B

  Para rolamentos com lubrificação lateral deve-se utilizar a fórmula:
 
  G = 0,005 . D . B
 
Onde:
G Quantidade de graxa, g
D Diâmetro externo do rolamento, mm
B Largura total do rolamento, mm

  Também, deve-se prever a troca total da graxa ao final de sua vida útil a fim de garantir o bom funcionamento do rolamento durante toda sua operação.


  O intervalo de relubrificação pode ser inicialmente definido conforme a figura 92 que se baseia em aplicações que utilizam graxa a base de lítio de boa qualidade e temperatura de trabalho de 50°C, em que se define esta frequência cruzando dados de diâmetro de eixo e rotação de trabalho do rolamento.

  Quando as condições operacionais do rolamento forem diferentes é necessário ajustar os intervalos de relubrificação obtidos na figura 92 de acordo com as informações fornecidas pelo fabricante do rolamento.

  Todavia, em linhas gerais:

  - Não é recomendável utilizar intervalos de relubrificação que excedam 20.000 horas de operação;

  - Na presença de contaminação é recomendado aumentar a frequência de relubrificação obtida pela figura 92, vide tabela 73;

  - Contaminantes fluidos (água, fluídos de processamento etc.) também exigem intervalo de relubrificação reduzido. No caso de contaminação grave, a relubrificação contínua deve ser considerada;

  - Em casos de temperaturas acima de 50°C é recomendado reduzir pela metade o intervalo de relubrificação obtido na figura 92, em 15°C para cada aumento de temperatura acima de 50°C, sem que a temperatura máxima de trabalho seja excedida, vide tabela 74; e

  - Para eixos posicionados na vertical os intervalos informados na figura 92 devem ser reduzidos pela metade.


 
  (1) - Rolamentos radiais de esferas
(2) - Rolamentos de rolos
figura 92 - Intervalo de relubrificação com graxa para rolamentos

 
Contaminação ambiente
Muito limpo h
Limpo h/2
Sujo h/4
Sujo e úmido h/8
Muito sujo e úmido h/16
tabela 73 - Ajuste por contaminação
 
 
Temperatura de operação
50ºC h
65ºC h/2
80ºC h/4
95ºC h/8
110ºC h/16
tabela 74 - Ajuste por temperatura



  De modo geral utiliza-se a lubrificação a óleo em situações que se deseja um maior resfriamento do rolamento, ou ainda quando as velocidades são altas. Esse método também é utilizado quando outros componentes da máquina já são lubrificadas a óleo e deseja-se simplificar o sistema.

  Os mancais Plummer Block FRM lubrificados a óleo possuem acessórios, tais como: um visor de nível estático em uma das faces da caixa, dois furos para equilibrar o nível de óleo, permitindo que este flua livremente de um lado para o outro do rolamento e também respiros na parte superior para evitar o acúmulo de pressão no interior da caixa, os quais podem ser fornecidos mediante solicitação.



  O banho de óleo é um método simples, o rolamento permanece imerso em óleo que está presente dentro da caixa de mancal. O nível de óleo deve ser suficiente para atingir o centro dos elementos rolantes inferiores do rolamento.




  Em aplicações mais severas recomenda-se o uso de um anel pescador, que trabalha junto ao sistema de vedação recolhendo óleo da parte inferior da caixa transportando-o para a parte superior, onde o óleo flui através do rolamento voltando ao reservatório.




  Em aplicações em altas temperaturas de operação, o óleo pode ser bombeado com o auxílio de bombas de circulação, ajudando desta forma a resfriar o sistema, além de filtrá-lo, retirando impurezas.




  Neste sistema, pequenas quantidades de óleo são transportadas ao rolamento por um sistema de ar comprimido, que permite que o rolamento opere em velocidades altas, além de o ar comprimido ajudar na refrigeração do sistema.



FRM, a mais completa linha original em conjuntos de rolamentos e mancais para aplicação industrial, agrícola e alimentícia.